sexta-feira, 6 de junho de 2014

Estádios da Copa são fotografados do espaço

O braço espacial do conglomerado Airbus divulgou imagens de todos os estádios da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.
As imagens foram capturadas por dois satélites gêmeos, chamados Plêiades 1A e 1B, que fotografam toda a superfície da Terra a cada 26 dias.
Dá para se ter uma ideia da resolução das câmeras desses satélites quando se sabe que eles estão em uma órbita média de 694 km de altitude.
Cada fotografia tem uma resolução de 70 centímetros - aqui elas foram reduzidas para publicação. Os satélites também capturam imagens em 3D.
Os satélites Plêiade foram lançados em dezembro de 2011 (1A) e dezembro de 2012 (1B) e deverão operar por pelo menos cinco anos.

Teoria do impacto que criou a Lua: indícios questionáveis

Teoria do impacto que criou a Lua: indícios questionáveis
"A teoria do impacto gigante é uma bela teoria que explica um monte de coisas, mas há esse problema" - entenda-se bem, o problema de que os dados não lhe dão sustentação. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Bioindicador pode apontar qualidade de solo canavieiro

Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br
Bioindicadores se baseiam na resposta de grupos microbianos no solo cultivado
“Métodos tradicionais envolvendo principalmente a avaliação da biomassa microbiana do solo, com sua atividade avaliada pela evolução de CO2 ou por enzimas presentes no solo, têm sido utilizados para avaliar os efeitos da cultura da cana-de-açúcar nas propriedades microbiológicas do solo”, afirma Navarrete, que atua no Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Cena. “Porém, o uso desses parâmetros como indicadores de qualidade do solo é comprometido, uma vez que a abundância e atividade dos micro-organismos são muito suscetíveis às variações sazonais, principalmente temperatura e umidade”.

Pegadas dos mais antigos quadrúpedes

Equipe de paleontólogos encontra marcas fósseis deixadas pelo caminhar dosprimeiros animais a andar sobre quatro patas na terra e descobre que esses seres surgiram bem antes do que se pensava.

Pegadas dos mais antigos quadrúpedes
Os paleontólogos acreditam que os primeiros animais terrestres de quatro patas se pareciam com os anfíbios pré-históricos dos gêneros ‘Acanthostega’ (no alto) e ‘Ichthyostega’ (embaixo). Ilustrações: Nobu Tamura.

Os primeiros tetrápodes

Fósseis descobertos em depósitos de cerca de 348 milhões de anos na Escócia abrem uma janela para melhor compreender como os vertebrados conquistaram a terra firme. O achado é tema da coluna deste mês de Alexander Kellner.


Por: Alexander Kellner

 

Reconstrução de um dos novos tetrápodes terrestres encontrados na Escócia. (ilustração: Michael Coates/ University of Chicago and National Museums Scotland - NMS)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Fósseis oceânicos contam história das mudanças climáticas

 Juliana Pinheiro Prado, do USP Online
A evolução dos oceanos, em especial o Atlântico Sul, é um mistério que pouco a pouco vai sendo elucidado com a contribuição do Laboratório de Paleoceanografia do Atlântico Sul. Sediado no Instituto Oceanográfico (IO) da USP, o LaPAS, debruça-se sobre o passado que vai dos últimos 20 mil até 25 milhões de anos. O foco fica nas mudanças climáticas — os professores Felipe Antonio de Lima Toledo e Karen Badaraco Costa querem entender como elas afetaram os oceanos e, consequentemente, toda a vida no planeta Terra.
Os estudos são feitos com base em microfósseis marinhos coletados do fundo do oceano, em especial nanofósseis calcáreos de algas microscópicas e foraminíferos (organismo protozoários, que podem ser, tanto bentônicos — do fundo dos mares —, quanto planctônicos — da coluna de água), que secretam uma testa carbonática.
Microfósseis permitem avaliar a evolução dos oceanos
Os testemunhos — amostras de sedimento retiradas do fundo do mar com um cano de comprimento variável — podem trazer o registro de milhares ou milhões de anos. Por meio deles é possível analisar os fósseis dessa fauna marinha que, ao morrer, se precipita e sedimenta, sendo sobreposta, com a passagem do tempo, pelos fósseis dos organismos mais recentes. Destes fósseis se obtêm, além da classificação e da quantificação, os seus parâmetros químicos e geoquímicos, como o teor de carbono, os isótopos de oxigênio e os isótopos de carbono, além de outros elementos-traço. Assim se tem um indicativo das características químicas da água no período, uma vez que os elementos mantêm a mesma proporção. “É um retrato de como era a água naquele momento. E, assim, se consegue tirar disso, a paleotemperatura da água, a paleosalinidade da água, os compostos orgânicos, a quantidade de nutrientes”, explica a professora Karen.